Mostrando postagens com marcador instrumentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador instrumentos. Mostrar todas as postagens

Música Instrumental no Século XIX–O Piano

pianoCompletamente diferente daquele instrumento, para o qual Mozart escrevera, o piano do século XIX era já um instrumento romântico por excelência. Remodelado e, tecnicamente, melhorado era agora capaz de produzir um som forte e de responder, em todos os aspectos, às exigências do mais extremo virtuosismo.
Existiam, no início do século, duas escolas diferentes quanto à execução pianística: Uma representada por Johann Nepomuk Hummel (1778-1837) discípulo de Mozart e outra que, sem dúvida, pertencia ao estilo de Beethoven, com uma sonoridade plena, efeitos orquestrais, execução dramática e recursos técnicos. Ambos os estilos estão presentes na obra do pianista e professor italiano Muzio Clementi, que se tornou, também, a partir de 1709, fabricante de pianos em Londres. Sua mais famosa publicação é o "Gradus ad Parnassum", obra composta de cem estudos contrapontísticos e virtuosísticos publicado entre 1817-1826. Um grande admirador de suas sonatas era Beethoven.
Ao longo do século, à medida que aumentava o nível técnico e novos estilos, foram nascendo novas escolas de execução e composição.
A elegância, sentimento e clareza eram objetivos, por exemplo, de John Field (1782-1837) discípulo de Clementi e Adolf von Henselt (1814-1899) discípulo de Hummel e de Chopin. Outros pianistas visavam mais o impacto, a audácia e os efeitos espetaculares. Nesta tendência se destacam Friedrich Kalkbrener (1785-1849), Sigismund Thalberg (1812-1871) e, também, Louis Moreau Gottschalk (1829-1869), que foram pianistas de sucesso, mas, enquanto compositores, considerados figuras de segundo plano. Um terceiro grupo era formado por grandes virtuoses do século XIX, notáveis pelos seus dotes interpretativos e técnicos: Franz Liszt, Anton Rubinstein (1829-1894), Hans Bülow (1830-1894) e Karl Tausig (1841-1871). Destes apenas Liszt e Rubinstein destacaram-se também como compositores e Bülow como maestro.
No século XIX, os melhores compositores e pianistas como Schubert, Schumann, Mendelssohn, Brahms e Clara Wieck Schumann (1819-1896), procuraram evitar dois extremos: Exibições técnicas supérfluas e o sentimento de música de salão, muito em voga na época.
Grande parte da música romântica para piano foi escrita na forma de dança ou breves peças líricas. As obras mais longas foram os concertos, as variações, as fantasias e as sonatas.
Entre os primeiros compositores românticos para piano está Carl Maria von Weber (1786-1826). Suas obras incluem quatro sonatas, dois concertos sendo o mais conhecido, o "Concertstück" em fá menor, escrito em 1821 para piano e orquestra. Entre muitas outras peças mais breves está o "Convite à Dança" escrito em 1816 e que vem sendo tocado por sucessivas gerações de pianistas.
Ainda no início do século XIX floresceu na Boêmia uma escola que tinha características próprias e dela destacam-se:
– Jan Ladslav Dussek, que ficou conhecido em toda a Europa pelas suas sonatas que são exemplos da harmonia do primeiro período romântico; – Jan Václav Tomásek (1774-1850) e seu discípulo Jan Hugo Vorisek (1791-1825) que escreveram breves peças líricas para piano. Entre as mais notáveis de Vorisek destacam-se a sonata para piano Opus 20 e a sinfonia em ré maior escrita em 1821. Viveu em Viena a partir de 1813 e suas obras exerceram grande influência na música de Schubert

A origem do acordeon

Os primeiros registros deste belíssimo instrumento foi há 2700 anos antes de Cristo. Quando foi inventado na China um instrumento denominado CHENG.

É uma espécie de órgão portátil tocado pelo sopro da boca.

Tinha a forma de uma ave, o Fénix, que os chineses consideravam o imperador das aves. O Cheng era dividido em 3 partes :
1º- Recipiente de ar
2º- Canudo de sopro
3º- Tubos de bambu

O recipiente de ar parece com o bojo de um bule de chá. O canudo de sopro tem a forma de um bico de bule ou do pescoço de um cisne. A quantidade dos tubos de bambu variava, porém, a mais usada é a de 17. Interessante é que destes 17 tubos de bambu , 4 não têm a abertura em baixo para entrada do ar, são mudos, são colocados somente por uma questão de estética. Na parte superior do recipiente de ar ou reservatório de ar, existem as perfurações onde são fixados os tubos de bambu e em cada tubo é colocado a lingueta ou palheta, para produzir o som .Este recipiente (espécie de cabaça ) é abastecido constantemente pelo sopro do musico, que tapa com as pontas dos dedos os pequenos orifícios que existem na parte inferior de cada tubo. De acordo com a musica a ser executada ele vai soltando os dedos, podendo formar até acordes. Em cada tubo de bambu há um caixilho próprio para ser colocada a lingueta, presa por uma extremidade e solta na outra , que vibra livremente quando o ar comprimido a agita.

O Cheng é o percursor do Harmónio e do Acordeão, pois foi o primeiro a ser idealizado e construído na família dos instrumentos de palheta.

De acordo com a região que era usado, o Cheng recebia nomes diferentes : Schonofouye , Hounofouye, Tcheng, Cheng, Khen, Tam Kim, Yu, Tchao, Ho.

Instrumentos da Renascença

Uma importante característica desta época é a construção de instrumentos por famílias. Como a música instrumental do Renascimento se compunha de obras polifônicas derivadas de modelos vocais, quase toda espécie de instrumentos se construía em três, quatro ou mais tamanhos, que correspondiam, em princípio, aos distintos registros da voz humana: soprano, contralto, tenor e baixo.
FAMÍLIA DAS FLAUTAS:
A flauta doce ou flauta vertical (França – flûte à bec; Alemanha – Blockflote; Itália – flauto doce) é o mais importante tipo de instrumento de sopro simples com embocadura tipo silbato e um dos que menos transformações sofreu no decorrer dos séculos. No século XVI existia uma família completa de flautas doces, desde a soprano até o baixo, que exerceu um importante papel na música do alto Renascimento. Existiram, pelo menos, oito tamanhos.
As flautas doces renascentistas têm uma forma menos cônica que os instrumentos barrocos, com uma sonoridade particularmente cheia num registro grave. Sua extensão não ultrapassa uma oitava e uma sexta.
A flauta transversa (Inglaterra – transverse flute; França – flûte traversière; Alemanha – Querflote; Itália – flauto traverso) foi considerada durante o Renascimento e no período Barroco um instrumento militar (pífano), associado particularmente com a Alemanha, daí seu nome de flauta aleman com que era geralmente conhecida. Tinha três tamanhos: soprano, alto-tenor e baixo.

O Arco dos Intrumentos de Cordas

Literalmente, o arco dos instrumentos de cordas se assemelhava ao seu homônimo, peça de arma utilizada para arremessar flechas: vareta curvada em forma de meia lua, em cujas pontas se atava algum tipo de corda ou cerda retorcida, mais tarde substituída por crina animal. Era com artefato similar que o músico da antiguidade através do atrito com a corda produzia o som.
Na trajetória de sua evolução, o arco sofreu incríveis modificações: das grandes curvaturas côncavas, passou por uma silhueta quase retilínea, até a incorporação da forma atual, convexa.
Foi, já no século XIV, época em que foi introduzido na cultura européia o LIUTO - do Àrabe El Oud -trazido pelos mouros durante a ocupação da Espanha, com a necessidade de construção e reparo do instrumento ( originando o Alaúde)  , que surgiu a figura do Liutaio- ou Luthier em francês.
Paralelamente à evolução dos instrumentos de cordas, o arco, peça fundamental à sua execução, foi objeto de transformação equivalente.
Foi na França, já no final do século XVIII, que o grande -archetier ou archetaio- fabricante de arcos François Tourte fez uma modificação que revolucionou a técnica de todos os instrumentos de cordas : por volta de 1700 ele vergou a madeira do arco em sentido contrário, convexamente, com a barriga da curva em direção à crina. A vareta foi, assim, dotada de maior tensão e flexibilidade. Ele também fixou dimensões ideais para o arco, que no violino variam de 74 e 75 cm de comprimento, com o ponto de equilíbrio (fiel) a 19 cm do talão. Foi também responsável, originalmente, por experiências que levaram à escolha da madeira ideal para o fabrico do arco : o pau-brasil, também conhecido como pau-rosado ou pernambuco.
A madeira de pau-brasil (Caesalpinia echinata) é extensivamente procurada no exterior, sendo considerada internacionalmente a única que reúne características ideais de ressonância, densidade, durabilidade, beleza, além da extensão da curvatura, do peso, da espessura e de preciosas qualidades tonais, para a confecção dos melhores arcos de instrumentos de corda.
O grande violinista Giuseppe Tartini foi o principal idealizador do parafuso de ajuste do talão, que veio possibilitar o controle da tensão da crina - mecanismo este introduzido por Tourte. Antes, era com o dedo mínimo da mão direita que as cerdas dos arcos dos Violones, por exemplo, eram puxadas para baixo, aumentando ou diminuindo-lhes a tensão. Por esta razão surgiu a maneira peculiar de se empunhar o arco, por baixo do talão (também conhecida como underhand), entre os instrumentos da família da Viola da Gamba, cuja adaptação para contrabaixo ficou conhecida como Bolonhesa, ou à Dragonetti.
A partir dessas transformações , o arco dos instrumentos de cordas viu suas faculdades, enormemente, ampliadas, e as novas descobertas induziram os intérpretes à experimentar um amplo repertorio de sons.

O Alaúde

Um instrumento muito antigo e que ocupa um lugar muito importante na música instrumental dos séculos XVI e XVII é o Alaúde. Sua descendência direta é de um instrumento persa ou árabe chamado Ud parente da guitarra mourisca e introduzido na Espanha no sec. XII ou XIII. A origem das palavras alaúde e ud, possivelmente, remontam da palavra árabe al'ud, "a madeira"; alguns investigadores sugerem, também, que seja uma simplificação da palavra persa rud, que significa corda, instrumento de cordas ou alaúde. Al-'ud, donde derivou para laúd em espanhol, laúde em português que deu alaúde e luth , em francês .
O alaúde é um instrumento musical da família dos cordofones. Este instrumento é de corda palhetada ou dedilhada, com braço trastejado. O alaúde clássico possui a caixa de ressonância, consideravelmente, abaulada, sem costilhas e periforme (formato de pêra) com a pá do cravelhame inclinada formando, praticamente, um ângulo reto com o braço do instrumento.
Os alaúdes medievais eram instrumentos de 4 a 5 cordas e usava-se uma pena para palhetar. Haviam vários tamanhos, e no final do Renascimento, sete tipos de tamanho (até com grandes cordas bordões ) foram documentados. A sua função principal, na Idade Média, era a de acompanhar canções e cantigas, embora até 1500 exista muito pouca música encontrada que seja diretamente atribuída a este instrumento. Provalvemente , a grande parte dos acompanhamentos da Idade Média e Pré-Renascimento eram improvisados, visto a lacuna de registros escritos com este fim.
Nas últimas décadas do século XV, de modo a poder executar a polifonia renascentista num único instrumento, os luteístas gradualmente abandonam a palheta pelo uso dos dedos. O número de cordas cresceu. No século XVI, o alaúde torna-se o grande instrumento solo, embora se tenha mantido no acompanhamento de canções.

Viola da Gamba

Enquanto na Itália, por volta do fim do século XVI, começava a ascensão do violino, na Inglaterra, a família das Gambas encontrava sua verdadeira pátria.
Ambas as famílias, do violino e das gambas, surgiram na mesma época, no século XV. No entanto, a família dos instrumentos de arco que dominava a vida musical européia nos séculos XV era a das violas que se distingue dos violinos, principalmente, pelo número de cordas, seis e não quatro, pela presença de trastes como no Alaúde e pela colocação do instrumento que é entre os joelhos, daí o nome “viola da gamba”. Contrariamente a uma idéia, comumente difundida, as duas famílias não têm nenhuma relação entre si: A Viola da Gamba não é ancestral do Violino. Elas apareceram quase que simultaneamente, porém, em diferentes regiões da Europa.
Como é comum em todos os instrumentos da Renascença, a viola da gamba existe em diversos tamanhos, dependendo do timbre de voz humana que ela representa. Assim temos:
DESSUS DE VIOLA – soprano (afinação: ré, lá, mi, dó, sol, ré)
VIOLA DA GAMBA ALTO - (raramente utilizada, dó, sol, si bemol, fá, dó)
VIOLA DA GAMBA TENOR - (sol, ré, lá, fá, dó, sol)
BAIXO DE VIOLA - (ré, lá, mi, dó, sol, ré)
GRANDE BAIXO DE VIOLA - (sol, ré, lá, fá, dó, sol)
CONTRA-BAIXO DE VIOLA - (ré, lá, mi, dó, sol, ré)
Além desta série, uma pequena viola, o menor instrumento da família das violas da gamba (menor que o violino, e mais aguda que este) foi adicionada na França no século XVIII, a PAR-DESSUS DE VIOLA (sopranino) afinada uma oitava superior à afinação da gamba tenor e, às vezes, com apenas cinco cordas: sol, ré, lá, dó, sol.
O barítono também pode ser considerado como uma espécie de viola. É conhecida como Viola Bastarda.
A esse conjunto de gambas dava- se o nome de Chest of Viols. Os ingleses usavam as gambas como instrumentos solistas e, para este fim, acabaram construindo um instrumento um pouco menor que a gamba baixo em ré que chamaram de Division-Viol. Outra gamba, menor ainda, foi denominada de Lyra Viol e era afinada de acordo com a obra a ser executada.
Mas, foi na França que as qualidades solísticas da gamba acabaram sendo exploradas ao máximo. A gamba francesa, já no final do século XVII, foi enriquecida com uma corda grave afinada em lá. Essa era a música na corte de Luis XIV. A gamba chegou, nesta época, ao cume de suas possibilidades solísticas e técnicas e, também, ao cume de sua posição social. Anteriormente, na época de Luis XIII, era o alaúde o instrumento em moda.
Já em outros países, a gamba nunca desempenhou o mesmo papel que na Inglaterra ou na França. Na Itália ela já começara a sair de moda desde o século XVII e como a tendência por uma música com sonoridade mais forte era exigido pelos compositores, as violas soprano e tenor foram dando espaço para o violino.
Apesar da concorrência do violino e sua família, que fez a sobrevivência das gambas ser, seriamente, ameaçada, as violas sobreviveram até o tempo de J.S.Bach, como o baixo de viola e foram sendo usadas, até mesmo, como solista depois de 1750.
Violas e violinos viveram em harmonia por cerca de 250 anos. A viola da gamba desapareceu, gradualmente, ao longo do século XVIII, enquanto o violino se tornou o representante mais prestigioso do patrimônio musical do Ocidente, sendo este, o som característico da orquestra sinfônica moderna.
        Assista o Vídeo!

O Contrabaixo

Instrumentos de Orquestra -

O surgimento do contrabaixo, originalmente, remonta no século XV na Itália, modelado a partir do “violone”, instrumento de cordas medieval. No decorrer dos séculos, foram feitas várias experiências no tocante a suas dimensões, estrutura da caixa de ressonância e número de cordas.
A partir do século XVIII, Domenico Dragonetti especializou-se na introdução da orquestra com o contrabaixo de três cordas. No século XIX, começou a ser usado o contrabaixo de quatro cordas.
O contrabaixo usado atualmente mede 1,82 m. de comprimento e possui 4 cordas afinadas em intervalo de quarta (mi, lá, ré e sol). Seu registro médio é de pouco mais de duas oitavas, começando pelo “mi” mais grave da escala. Para solos, utiliza-se, muitas vezes, um instrumento um pouco menor, que apareceram no século XVII. Às vezes, podem ter uma quinta corda, afinada em Dó superior ou também muito raramente em Sí 1.
O contrabaixo é considerado geralmente como o descendente moderno da família dos instrumentos de cordas,  um violino baixo. Antes do século XX muitos contrabaixos tiveram somente três cordas, em contraste com as cinco a seis cordas típicas dos instrumentos da família das cordas na época ou as quatro cordas dos instrumentos da atual família dos violinos.

O Violoncello


-  Instrumentos de Orquestra -

Construído, aproximadamente, no século XVI, por mestres italianos como Andres Amati, Gasparo da Salò, Maggini entre outros, esse instrumento de timbre grave tinha a função de reforçar os baixos da orquestra.
No início, exercia papel secundário, sendo utilizado ora como baixo contínuo (o baixo contínuo era um sistema de acompanhamento de outros instrumentos) juntamente com o cravo, ora como simples pedal da orquestra.
Somente, a partir do final do século XVII é que se firmou como instrumento solista, substituindo a “viola de gamba” ou "viola de perna". A partir dos Concertos Espirituais de Boccherini, o violoncelo passou a ser tratado como solista, e não, somente, como um instrumento para compor o naipe de cordas.
Na sua aparência, é semelhante ao violino e à viola, diferenciando-se no comprimento (1,19 m.)  e na caixa de ressonância, proporcionalmente, mais funda. Possui 4 cordas afinadas uma oitava abaixo das cordas da viola, também, em intervalos de quintas (dó1, sol1, ré2 e lá2), e seu registro médio é de 3 oitavas e meia.
 O comprimento atual do Violoncelo foi fixado no século XVII – 1680 – por Stradivarius. Assim como o violino e a viola, é indispensável na orquestra sinfônica e no quarteto de cordas.

-Cello-Concerto

A Viola

- Instrumentos de Orquestra -

Semelhante ao violino, porém com dimensões maiores e com o timbre mais grave, surge a Viola .
Suas origens datam dentre os séculos XIV e XV e a primeira publicação relativa foi em 1543 . A Viola como conhecemos hoje, possivelmente, surgiu da Viola D' Amore, esta, como uma evolução da viola de braccio (viola de braço) maior que as violas modernas atuais, e que se tocava apoiando sobre o peito. Nesta época, tinha uma enorme quantidade de instrumentos diferentes, mas com muitos aspectos em comum, como a Viola Bastarda , a Viola-Lira, ou a Viola di bordone
Na música de câmara, a viola sempre teve papel fundamental e faz parte da formação tradicional do quarteto de cordas.
Nas orquestras modernas, é o instrumento de cordas intermediário, entre o violino e o violoncello.

- Viola - Vídeo !


O Violino

- Instrumentos de Orquestra -

Numa orquestra moderna as cordas constituem, por assim dizer, a sua estrutura. São divididas em :
Cordas friccionadas (violino, viola, viloncello e contrabaixo)
Cordas dedilhadas (harpa, guitarra)
Cordas percutidas (piano, cravo, espinetas)
De todos os instrumentos musicais, atualmente em uso, somente as cordas possuem o mesmo formato externo que os seus antepassados de quatro séculos atrás. Todos os outros instrumentos precisaram ser substituídos por novos modelos.
O Violino, que já encontramos perfeitamente desenvolvido desde o século XVI, reúne as características de construção de vários instrumentos mais antigos : a forma do corpo vem da "viela" e da "lira de braccio" e a maneira de fixar as cordas, da rabeca. Na Itália era chamado de "viola de brazzo" para diferenciar da viola da gamba (perna) e já era desde o início provido de quatro cordas e afinado em quintas como hoje. É o instrumento indispensável numa orquestra sinfônica .
No norte da Itália foram fabricados diferentes modelos de violinos. Já em meados do século XVII, começou a crescer na Alemanha e no Tirol a importância das oficinas de luteria sendo destaque os modelos de Stainer, no Tirol, representando, então, durante quase 100 anos o ideal sonoro da música de cordas nos Alpes. Apesar da diversidade de modelos e de concepções sonoras, o violino conseguiu, até o século XVIII, manter-se longe das modificações radicais. No fim do século XVIII, a música européia se viu, profundamente, tranformada por uma virada histórica. Com o surgimento de compositores como Beethoven, por exemplo, as sonoridades dos instrumentos já não atendiam as necessidades dos compositores e ouvintes. Era preciso ter instrumentos mais potentes e mais robustos.

Os Instrumentos e suas Origens

Nas culturas primitivas a criação dos instrumentos era atribuída aos Deuses , eles acreditavam que a "música" era de origem divina. Na mitologia Grega, por exemplo, a flauta teria sido inventada por Pan , a Cítara por Apolo e a Lira por Mercúrio. Os antigos Chineses acreditavam que a gênese dos instrumentos musicais estava na tentativa de imitar os sons da natureza.
De uma forma geral, a origem dos instrumentos é muito remota e sua evolução acompanha a própria história das civilizações. Pode-se afirmar que não teria existido povo na Antiguidade que não tenha feito uso de instrumentos rudimentares, sendo provável até, que tenha existido antes da linguagem verbal. Estudando a música em sociedades primitivas  os instrumentos são basicamente rítmicos e com certeza eles precederam os instrumentos melódicos .
No Período então chamado de Paleolítico instrumentos de pedra e osso já eram utilizados como chocalhos, apitos etc
No Neolítico se tem notícias de primeiros tambores de flautas de osso e bambu.
As Liras na Suméria apareceram mais ou menos a 3.000 anos antes de Cristo assim como a Harpa e os Alaúdes no Egito.
Sabe-se, através de documentos, que os egípcios, babilônios, hebreus, chineses, gregos  e romanos conheceram muitas espécies de instrumentos musicais como a harpa, lira, alaúde, flauta, cítara,além  de inúmeros instrumentos de percussão.

Luthier

O termo em francês Luthier (luthiê),(segundo Antônio Houaiss), deriva da palavra luth (alaúde) mais o sufixo ier -para designar o fabricante de Alaúde(instrumento musical de cordas trazido do Oriente Médio) - profissional especializado na construção e no reparo de instrumentos de corda com caixa de ressonância.
A história da luthieria é tão antiga quanto a própria história da música, estando mais intimamente ligada ao violino e o alaúde. No Brasil, o termo é utilizado genericamente para os fabricantes de qualquer tipo de instrumento, seja de corda, arco, sopro ou percussão.
O Luthier tem que ter conhecimentos de ciências como a física, exemplo: o entendimento do fenômeno de ressonância na caixa acústica do instrumento; a matemática; a engenharia e a química , e logicamente conhecimentos sobre madeiras, desenho, marcenaria e carpintaria.
(The Grove Concise Dictionary Of Music:
LUTHIER, significando literalmente “fabricante de alaúdes”, genericamente passou a designar fabricante de violinos ou outro instrumento de cordas. Da mesma forma, a derivação “ lutherie” (fabricação de alaúdes; encontram-se em português luteria ou luteraria) adquiriu o significado de fabricante de instrumentos em geral, particularmente os de cordas. Pretende-se em português para as duas palavras acima citadas uma conotação mais específica de “fabricação de instrumentos de cordas com caixa de ressonância”.)
                        Na Europa, nos primeiros anos dos sec.XIV e na segunda metade do sec.XV, já havia se multiplicado em várias cidades os fabricantes de Alaúdes. Estes, também se dedicaram à fabricação de instrumentos de arco, dando origem assim a palavra "luthier" para designar fabricante de instrumentos de corda em geral.

Hardingfele


O violino de Hardanger é denominado de hardingfele em norueguês e é um instrumento de cordas utilizado, originalmente, para nele ser tocada a música norueguesa. É encontrado, principalmente, no sudoeste da Noruega e usado para acompanhar danças, enquanto que nas outras regiões é muito mais utilizado o felevanling – violino comum.
É usado, também, por violinistas para conduzir a procissão nupcial à Igreja, um costume nos países nórdicos.
O hardingfele mais antigo de que se tem conhecimento, data de 1651 e foi feito por Ole Jonsen Jaastad em Hardanger (origem do seu nome) na Noruega. Tinha um corpo com forma mais arredondada e estreita e que foi, em torno de 1850,   modificado para o formato do violino comum.
Na voluta do instrumento é, frequentemente, esculpida a figura de um animal (geralmente, um dragão ou o leão da Noruega) ou a cabeça de uma mulher. 
As cravelhas, o braço e o estandarte são marchetados em madrepérola e toda a borda do corpo do instrumento e parte dele (corpo) é decorado com desenhos de tinta preta chamados de rosing. Às vezes, são usadas peças de osso para decorar as cravelhas e as bordas do corpo do hardigfele. 
São muito parecidos com o violino, embora, sejam de madeira mais fina e possuam oito ou nove cordas. Quatro delas são encordoadas e tocadas como um violino, enquanto as restantes, chamadas de understrings (cordas inferiores) ou cordas simpáticas ressoam sob influência das outras quatro. Pode-se dizer que o seu som é polifônico, já que existe a voz melódica principal e a segunda voz emitida pelas cordas simpáticas.
                        As cordas do hardingfele são mais finas do que aquelas do violino clássico, assemelhando-se às cordas dos violinos do período barroco.

O Nyckelharpa

                  É no Condado de Gotland, numa das maiores ilhas da Suécia, em entalhes de relevo, perto das portas da Igreja de Kallunge, que vamos encontrar as descrições mais antigas deste instrumento, datando de 1350 e conhecido, hoje, com o nome de Nyckelharpa.
                Outras descrições foram encontradas em Hildesheim (Alemanha) e em Siena (Itália). Entre os sec. X e XVII, era conhecido na Alemanha com o nome de "Schusselfidel fiddle chave" e foi mencionado no "Theatrum Instrumentorom", um trabalho escrito em 1620 pelo organista alemão Michael Praetorius (1571-1621). Ele é tocado com um arco e as mudanças de notas são feitas com a mão esquerda apertando as teclas. Na província sueca de Uppland, foi onde houve um maior desenvolvimento desse instrumento desde o sec. XVI . Ele sofreu transformações, sendo criado, também, o nyckelharpa cromático e reto fazendo seu som parecer mais com o do violino e menos, corda de bordão.
            A Moraharpa encontrada em 1526 em Mora (daí o seu nome) na Itália é o modelo mais antigo,(com 12 cordas e dois bordões.
            O compositor e construtor de instrumentos, Eric Sahlstrom (1912-1986) ajudou a re-popularizar o instrumento que ressurgiu a partir de 1960.
          O refinamento contínuo desse instrumento contribuiu para sua popularidade, como atesta a inovação à curva e ao corpo do instrumento de responsabilidade dos construtores Jean-Claude Condi e Annete Osann.
Atualmente existem, mais ou menos, umas quatro variantes destes instrumentos e a mais conhecida é a de 12 cordas e 37 teclas que são acionadas com a mão esquerda.
     Nos anos 90 o Nyckelharpa foi reconhecido como um dos instrumentos disponíveis para estudo no departamento de música folclórica da Faculdade Real de Música de Estocolmo, a Kungliga Musikhogskola

Nyckelharpa Vídeo!

O Ukulele

O UKULELE  é um instrumento musical semelhante ao nosso cavaquinho . Tem apenas 4 cordas afinadas em LÁ, MÍ, DÓ e SOL. A sua escala é composta por 17 trastes, como o cavaquinho. O ukulele, também muitas vezes chamado erroneamente de guitarra havaiana, tem origem em dois instrumentos tradicionais da Ilha da Madeira. O machete madeirense (também conhecido por braguinha, que por sua vez tem origens no cavaquinho português) e o rajão (viola de cinco cordas da Madeira), que foram levados pelos madeirenses, nomeadamente João Fernandes, quando estes emigraram para o Havaí para trabalhar no cultivo da cana-de-açúcar naquelas ilhas. Ukelele significa "pulga saltadora" no idioma havaiano.
Ao contrário do Brasil,os Portugueses enviados para aquelas ilhas eram operários e artesãos mandados à trabalho.De acordo com o Ukulele Guild of Hawaio primeiro instrumento, uma "braguinha" (típica da ilha de Madeira) chegou ao Havaí em 1879 a bordo do navio Ravenscrag, que veio direto de Madeira. Duas semanas depois de chegarem, o jornal local reportava que “Madeirenses recém-chegados aqui têm encantado a população com concertos noturnos de rua, (...) com uma música doce, feita num instrumento que é uma mistura de violão com banjo" . Na foto o Hula hula 1891.

 Manuel Nunes, José do Espírito Santo e Augusto Dias, marceneiros e músicos que estavam no Ravenscrag, resolveram então começar a construir o instrumento utilizando a madeira disponível nas ilhas na época, a koa, e comercializá-lo. A koa dava ao instrumento uma sonoridade peculiar e aos poucos o instrumento foi se "modificando" até chegar ao que é hoje. Os três portugueses são considerados os pais do 'ukulele.
O som do 'ukulele encantou o rei havaiano Kalakaua, que requisitava concertos com frequência aos seus súditos. Um dos assistentes do rei tocava o tal "violão português" de maneira muito ágil, e como seu apelido perante o rei era 'Ukulele (que significa "pulga saltitante" em havaiano), terminou batizando sem querer o instrumento.
Hoje, o instrumento já se popularizou como "identidade havaiana", sempre acompanha apresentações de hula (esta sim, uma dança nativa havaiana), em geral na variante 'ukulele elétrico. É sem dúvida a maior contribuição portuguesa à cultura das ilhas do Pacífico.
Neste vídeo poderão ver uma exímia tocadora de Ukulele, nativa das ilhas, executando o tão conhecido chorinho brasileiro Tico Tico no Fubá. Vídeo!

A VOZ - O instrumento mais perfeito



Uma lenda chinesa conta que um mandarim, em busca do grande amor, convidou sua eleita para um chá. A decepção, assim que a jovem abriu a boca, foi inevitável. "Posso suportar uma mulher que não seja bela. Jamais uma que tenha voz semelhante ao som dos gansos", teria dito.

De acordo com um estudo publicado na revista científica Evolution and Human Behavior, a voz é um fator determinante na Teoria da Evolução das Espécies. Depois de pedir a 146 jovens de ambos os sexos que classificassem vozes de acordo com seu nível de sedução, pesquisadores identificaram que as mais sedutoras correspondiam às pessoas consideradas mais bonitas.

Você já parou para pensar quantas coisas podemos fazer só por causa da voz? “A primeira diferença é com relação a potencialidade e definição que a voz proporciona. A segunda é a capacidade de reconhecer o comunicante através da voz como, por exemplo, o deficiente visual, que consegue identificar quem está falando com ele através da voz dela. O terceiro fator de importância é a profissão. Muitas profissões, hoje, são inerentes ao uso exclusivo da voz”.

Assim como é o maior instrumento de comunicação através da fala, ela também é um instrumento musical. Na música, um vocalista ou cantor é um músico que canta, ou seja, usa a voz como seu instrumento.

O que muita gente não sabe é que 80% dos profissionais utilizam a voz como instrumento de trabalho. Professores, advogados, jornalistas, ambulantes, telefonistas e uma série de outras profissões dependem da voz.

O otorrinolaringologista, Dr. Pedro Cavalcanti. explica que a maioria dos profissionais não tem consciência da utilização da voz durante o trabalho. “As pesquisas mostram que a maior parte da população utiliza a voz como instrumento de trabalho, ou seja, se ele está com a voz prejudicada ele está se prejudicando no trabalho. É uma ferramenta prioritária e muitas vezes essas pessoas fazem uso inadequado ou abusam da voz. Todas as pessoas que trabalham com a voz devem tomar consciência de que eles devem cuidar dessa ferramenta de trabalho. E não é só para que o profissional tenha uma boa performance, mas também, para manter o padrão vocal com boa qualidade, por muito tempo”, afirma.

A voz faz parte do nosso corpo e qualquer coisa que nos afeta fisicamente, também afetará a nossa voz. Por exemplo: sedentarismo, insônia, cansaço e má alimentação.

Apresentamos uma listagem dos cuidados de saúde e higiene vocais a seguir por qualquer pessoa que use a voz de forma além do normal, no sentido de evitar disfonias (alterações vocais com origem orgânica e/ou funcional) ou de contribuir para o seu tratamento.
Uma voz saudável significará sempre uma voz agradável, flexível e fácil de utilizar. Em caso de quaisquer sintomas ou dificuldades a nível vocal, deve ser procurado um Otorrinolaringologista e um orientador de Técnica Vocal.

Temperamentos Humanos

Na educação da vida dos sentimentos através da arte, isto é, da fantasia criativa, a música caminha no terceiro ano da vida escolar, saindo da escala pentatônica para a modal (escala ainda sem acidentes) até chegar na polifonia. Aí chegamos a uma profundidade nas vivências dos sentimentos, do sofrimento à alegria,internamente dramatizado através das tonalidades menores às tonalidades maiores, a recordação melódica, a vivência do tom, do melos, do canto ao instrumento, da imitação paulatinamente ao processo mais consciente,que vão também educando a vontade e refinando o querer.

As indicações sobre os instrumentos musicais- terapeuticamente atuamos com o princípio homeopático, ou seja, de igual para igual, diferente da indicação da alimentação, que deve contrapor à força que predomina.

Inicialmente podemos indicar:
- cordas para os melancólicos, para exercitar a vivência tonal e o ouvir musical e sair da sua "pesada" corporalidade, cantar mais forte;
- sopros para os sanguíneos, para cultivar a sua ligação saudável com o corpo, a memória tonal;
- instrumentos de harmonia ou violoncelo, ou oboé, para os fleumáticos, para a educação volitiva, repetir com dosagem e cultivar a vivência interior: é muito importante para estes alunos aprenderem um outro instrumento musical novo e superar a preguiça;
- percussão, metais, sopros que precisem de maior respiração para os
coléricos (respeitar o tônus e a formação do sistema ritmico), ritmo com melodia, educar o canto suave; precisam de desafios.
Para a família das cordas, assim também como dos sopros, podemos ainda subdividir.
Cordas:
violinos + sanguíneo
viola      + melancólico
violoncelo + fleumático
contrabaixo + colérico
Sopros:
madeira, flautas doce, transversal + sanguíneo
clarinete  +  melancólico
oboé        + fleumático
sax, trompete, trombone   + colérico
Harmonia:
violão, piano, coral  + fleumático
Ritmo:
couro, pele, tambor, tímpanos, percussão,
sopros de metal, solo (para extravasar liderança)
E para terminar gostaria ainda de lembrar que a educação musical é a educaçãodo equilíbrio entre circulação sanguínea e a respiração. É um meio pedagógico para a conquista do humanismo social.

Francisca Cavalcante - Musicoterapeuta -

Rock é coisa de maluco. Será?

Ao contrário do que muitos pensam, existem mais músicos de rock com formação clássica do que podemos imaginar.
Estilos como Power Metal e o Metal Melódico são grandes exemplos, entre tantos outros.
Desde o final dos anos 1960, guitarristas passaram a ter uma influência mais forte da música erudita em suas composições e solos. Essa influência pode ser ouvida em músicos de estilos completamente diferentes, como Ritchie Blackmore, John McLaughlin, Al Di Meola, Steve Howe, Brian May e Frank Zappa.
Na década de 80, com a ascensão de nomes como Randy Rhoads e Yngwie Malmsteen, praticar frases de compositores como Vivaldi e Paganini virou uma febre e rotina de milhões de estudantes de guitarra em todo o mundo.
Hoje, cada vez mais guitarristas percebem que podem construir o futuro ouvindo e estudando a música criada no passado por compositores geniais.
O Power Metal italiano é melódico, normalmente clássico com sonoridade progressiva, com pesadas letras fantasiosas, com uma particularidade muito veloz. Essa cena explodiu nos anos 90, e ainda há bandas fortes no cenário do metal, como Rhapsody of Fire, Labyrinth, Thy Majestie, Elvenking e Vision Divine.
O Brasil já tem uma certa tradição no Power Metal, embora suas bandas não sejam muito conhecidas no país, possuem renome mundo afora. As duas grandes bandas brasileiras são o Angra e o Shaman. Pouco conhecidos do grande público brasileiro.
A Finlândia assim como a Itália, possui um Power Metal mais melódico, com fortes influências da música clássica. Duas bandas famosas do país são: Stratovarius e Sonata Arctica.

Vale a pena conferir esse vídeo. Ele mostra bem o que quero dizer neste artigo.


Apocalyptica é uma banda finlandesa que foi formada por três exímios violoncelistas e, desde 2005, um baterista.
Tem como especialidade o "symphonic metal" (heavy metal tocado por instrumentos de música sinfônica), tocando também música clássica. Todos freqüentaram a Academia Sibelius, em Helsinque, onde se conheceram e, em 1993, se juntaram para fazer, por diversão, arranjos com violoncelos.
Enfim, embora todos se apresentem de forma pouco erudita em seus trajes, tatuagens, cabelos, gestuais, etc., podemos encontrar muitos que são estudiosos da música clássica e grandes instrumentistas. Eles optaram por formar bandas ao invés de tocar em orquestras.
Sabendo disso não poderemos mais dizer que são todos eles um bando de doidos que só fazem barulho (embora tenha que admitir que muitos realmente sejam, não é mesmo?).
Até a próxima

O Erudito e o Popular

Já falamos aqui sobre o Bandolim, a Rabeca , o Violino, e o conhecido Chorinho. Mas como seria o encontro entre estes dois estilos: o erudito e o popular ? Teriam diferenças ? Numa reportagem da TV Cultura da série "Por dentro da Orquestra" gravada em 2007 vamos ver um pouco deste encontro .

Genialidade

Aleksandr Hrustevich é o intérprete. Ele nasceu na Ucrania. O que ele toca ? Acordeon. Então vamos ao 3º mov. do concerto para Violino e Orquestra de Tchaikovsky .