Música Antiga – 1000 a 1600
A música que sobreviveu sofreu forte influência para o sagrado, como prova o cantochão, o tipo mais comum de música sacra durante esse período, e que era entoado em todas as igrejas, mosteiros, catedrais e capelas. Desenvolvida ao longo desse período, a música secular monofônica só foi preservada em compilações escritas a partir do séc. XII. Os compositores mais famosos eram trovadores e bardos da França medieval. Pouco se sabe como era interpretada, talvez, acompanhada por uma "viela", instrumento precursor do violino. As formas polifônicas (muitas vozes) dessas composições, apareceram, aproximadamente, no séc. XII nas igrejas, com os cantores improvisando sobre o cantochão e adicionando outras partes vocais em ocasiões especiais, como Natal e Páscoa. Compositores como Léonin e Pérotin da Notre Dame de Paris, são tidos como autores do primeiro livro de música em duas, três e quatro partes, a circular em forma manuscrita. Já no séc. XV, a música polifônica havia se propagado, passando a integrar celebrações religiosas importantes.
O moteto foi uma das formas sacras mais importantes durante a Idade Média, abrindo caminho, gradualmente, para a estrutura polifônica, tendo florescido no séc. XIII no norte da França.
Já na Renascença, a música instrumental alcança outro status, sendo mais registrada que na Idade Média. A música vocal era escrita nas línguas vernáculas e, em geral, tinha um tema amoroso. O madrigal floresceu no séc. XVI.
A Reforma Protestante do séc. XVI teve um grande impacto na música, em parte, porque os reformadores destruíram o máximo possível de composições católicas, substituindo-as por estilos novos e diretos. A polifonia mais simples do pós Reforma envolveu o canto harmônico direto, com todas as vozes deslocando-se ao mesmo tempo. Outras formas polifônicas eram contrapontísticas. O contraponto tornou-se um aspecto típico da música sacra da Idade Média tardia e do Renascimento.